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Publicado em: 13 de maio de 2026

Valor venal do imóvel: o que é, como consultar e como impacta IPTU, ITBI e ITCMD

O valor venal aparece no carnê de IPTU, na guia do ITBI e na declaração do ITCMD — mas quase nunca bate com o preço pelo qual o imóvel é negociado. Este guia explica os três valores que coexistem (venal, venal de referência e mercado), como consultar o seu em qualquer prefeitura do Brasil e o que fazer quando o município cobra ITBI sobre uma base maior do que o valor pago. Inclui jurisprudência atualizada (Tema 1.113/STJ, 2022) e exemplos com alíquotas reais de SP, RJ e BH.

Pontos-chave

  • Valor venal é o valor cadastral municipal, fixado pela Planta Genérica de Valores e usado para calcular o IPTU.
  • Valor venal de referência (PVR) é a tabela atualizada usada por SP, Rio e outras capitais para a cobrança do ITBI.
  • Valor de mercado costuma ficar 30 %–60 % acima do valor venal porque a Planta Genérica é revisada a cada 4–10 anos.
  • STJ (Tema 1.113, 2022): a base do ITBI é o valor real da transação, não o venal de referência arbitrado pelo município.
  • O CTN (art. 33) autoriza o município a fixar o valor venal, mas a CF/88 exige obediência ao princípio da capacidade contributiva.

Resposta rápida

Valor venal é o valor que a prefeitura atribui ao imóvel no cadastro municipal para cobrar o IPTU. Aparece no carnê, no campo "base de cálculo", e em geral fica 30 %–60 % abaixo do valor de mercado. Para consultar: baixe o carnê do IPTU pelo site da prefeitura, use o portal "Calcule seu ITBI" (em SP) ou peça a Certidão de Valor Venal no setor de tributos. O valor venal de referência (PVR) é uma tabela mais atualizada que muitos municípios usam apenas para o ITBI.

O que é valor venal: definição legal e prática

O valor venal é o valor de mercado presumido de um imóvel, fixado pelo município para fins tributários. A base legal está no art. 33 do Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66), que define a base de cálculo do IPTU como "o valor venal do imóvel". A apuração é feita pela Planta Genérica de Valores (PGV) — uma tabela com o m² médio por logradouro, ajustado por padrão construtivo, idade, andar e fração ideal.

Na prática, o valor venal raramente acompanha o mercado. Estudo do IPEA (2020) apontou defasagem média de 50 % entre venal e mercado nas capitais brasileiras. A razão é simples: revisar a PGV exige projeto de lei municipal, audiências públicas e enfrentamento político — o que faz a maioria das cidades manter a planta congelada por 4 a 10 anos.

Em São Paulo, por exemplo, a PGV foi atualizada de forma significativa em 2014, 2017 e 2024. Entre essas revisões, o valor venal só sobe pelo IPCA — bem abaixo do FipeZap, que costuma rodar a 6–10 % ao ano nos bons ciclos.

Para que o valor venal é usado

  • IPTU — alíquota progressiva (0,6 %–1,5 % em SP residencial) aplicada sobre o venal.
  • ITBI — em muitos municípios, a base é "o maior entre venal de referência e valor da transação".
  • ITCMD (herança/doação) — Estados costumam usar o venal como piso.
  • Avaliação de bens em inventário — partilha amigável pode usar o venal para reduzir custas e ITCMD.
  • Garantia em ação judicial — penhora online via Bacenjud e nomeação de bens.

Os 3 valores que coexistem (e como diferenciá-los)

Como consultar o valor venal: 4 caminhos

Como o município chega ao valor venal: a Planta Genérica

Impacto no ITBI: a decisão histórica do STJ (Tema 1.113)

Como reduzir IPTU/ITBI usando o valor venal a seu favor

Quando usar o valor venal (e quando não usar)

Erros comuns ao usar o valor venal