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Publicado em: 07 de julho de 2026Revisado: julho de 2026 · Fontes: Banco Central, Caixa, Ministério das Cidades

Como financiar imóvel sem entrada: é possível?

"Dá para financiar imóvel sem entrada?" é uma das dúvidas mais comuns de quem quer sair do aluguel mas ainda não juntou uma reserva. A resposta curta é: na maioria dos bancos, não existe financiamento de 100% do valor — mas há caminhos legítimos para reduzir bastante a entrada, e até chegar perto de zero em situações específicas. Este guia explica a porcentagem mínima exigida, como usar o FGTS e programas habitacionais, quais são os riscos e como aumentar a sua chance de aprovação.

Financiar imóvel sem entrada geralmente não é possível: os bancos financiam, em regra, de 70% a 90% do valor do imóvel, exigindo entrada de 10% a 30%. É possível reduzir a entrada usando o FGTS, escolhendo programas como o Minha Casa Minha Vida, comprando imóveis da Caixa com condições especiais ou negociando o pagamento da entrada parcelada com a construtora. Financiar quase 100% aumenta a parcela e os juros totais, então planejar uma entrada, mesmo que menor, costuma valer a pena.

Resposta rápida

Na prática, não existe financiamento de 100% na maioria dos bancos: eles financiam de 70% a 90% e você entra com 10% a 30%. Para reduzir a entrada, use o FGTS, programas habitacionais ou negocie a entrada parcelada. Quanto maior a entrada, menor a parcela e os juros.

Pontos-chave

  • Na maioria dos bancos, o financiamento cobre de 70% a 90% do valor; a entrada exigida costuma ser de 10% a 30%.
  • O FGTS pode ser usado como entrada, reduzindo (ou quase zerando) o valor que você precisa desembolsar do próprio bolso.
  • Programas como o Minha Casa Minha Vida oferecem subsídios e condições que diminuem a entrada para quem se enquadra.
  • Imóveis da Caixa (retomados) às vezes têm condições especiais, incluindo casos com entrada facilitada.
  • Financiar perto de 100% aumenta a parcela e o total de juros — quando dá, vale a pena juntar uma entrada.
  • Uma entrada maior melhora a análise de crédito e reduz o risco de reprovação.

Dá para financiar 100% do imóvel?

Na grande maioria das instituições, não. Os bancos financiam uma parte do valor do imóvel — normalmente entre 70% e 90% — e exigem que o comprador entre com o restante, a chamada entrada. A lógica é simples: a entrada reduz o risco do banco e demonstra capacidade de poupança do comprador. Financiamentos que se aproximam de 100% são raros, dependem de programas específicos e costumam ter condições menos vantajosas.

Ainda assim, "sem entrada" no sentido de não tirar dinheiro do próprio bolso pode ser possível em alguns cenários — por exemplo, usando o saldo do FGTS como entrada, ou negociando com a construtora o parcelamento da entrada durante a obra. Ou seja: a entrada continua existindo, mas você não precisa ter todo o valor à vista hoje.

Por isso, a pergunta certa não é apenas "dá para financiar sem entrada?", mas "como reduzir ao máximo a entrada que preciso desembolsar agora?" — e é isso que os próximos tópicos detalham.

Resposta rápida

Financiar 100% é raro. Os bancos costumam financiar 70% a 90% e pedem 10% a 30% de entrada. Mas você pode cobrir a entrada com FGTS ou parcelá-la com a construtora, sem precisar do valor à vista hoje.

Qual a porcentagem mínima de entrada

O percentual mínimo de entrada varia por banco, pela linha de crédito e pelo perfil do comprador. Como referência geral de mercado (segundo condições públicas de mercado no momento da publicação), os valores costumam ficar assim:

Faixas típicas de entrada por tipo de financiamento.
Situação Entrada típica
Financiamento bancário tradicional 20% a 30%
Programas habitacionais (ex.: MCMV) a partir de ~10%, com subsídio
Uso do FGTS como entrada pode cobrir grande parte ou toda a entrada
Imóveis da Caixa (retomados) condições especiais, caso a caso
Entrada parcelada com construtora diluída durante a obra

Percentuais de referência, apenas ilustrativos. O valor exato depende do banco, do programa, da avaliação do imóvel e da análise de crédito. Confirme sempre a condição vigente na instituição.

Como reduzir (ou quase zerar) a entrada

Há caminhos legítimos para diminuir o quanto você precisa desembolsar agora. Veja os principais.

Usar o FGTS como entrada

Se você tem saldo no FGTS e cumpre as regras (trabalhar sob CLR por 3 anos somados, imóvel dentro do teto, entre outras), pode usar o fundo para compor a entrada — às vezes cobrindo boa parte dela.

Minha Casa Minha Vida

Para famílias dentro das faixas de renda, o programa oferece subsídio e juros reduzidos, o que diminui a entrada necessária e a parcela. É um dos caminhos mais eficazes para reduzir o desembolso inicial.

Imóveis da Caixa (retomados)

Imóveis retomados pela Caixa às vezes têm condições especiais de compra e financiamento, incluindo casos com entrada facilitada. Vale acompanhar os editais e leilões.

Entrada parcelada com a construtora

Na compra na planta, muitas construtoras permitem parcelar a entrada durante a obra (mensais, semestrais e as "chaves"). Você financia o restante com o banco na entrega.

Financiar custos com planejamento

ITBI, registro e taxas não entram no financiamento e precisam ser pagos à parte. Planejar esses custos evita a sensação de precisar de "entrada zero" quando, na verdade, faltou prever as despesas do fechamento.

Aumentar a poupança por alguns meses

Às vezes adiar a compra em poucos meses para juntar 5% a 10% muda completamente a aprovação e reduz os juros pagos ao longo de décadas. É o caminho menos glamouroso e, muitas vezes, o mais inteligente.

Resposta rápida

Os caminhos mais eficazes para reduzir a entrada são: usar o FGTS, entrar em programas como o Minha Casa Minha Vida, avaliar imóveis da Caixa e negociar a entrada parcelada na planta.

Passo a passo para financiar com o mínimo de entrada

Reduzir a entrada exige organização. Seguir uma sequência clara evita perder tempo com imóveis fora do seu alcance e aumenta a chance de aprovação com o menor desembolso possível:

  1. Levante o seu saldo de FGTS. Consulte o valor disponível no aplicativo do FGTS e confirme se você cumpre as regras de uso para moradia — ele pode virar boa parte da sua entrada.
  2. Verifique se você se enquadra em algum programa. Cheque as faixas de renda do Minha Casa Minha Vida; se elegível, o subsídio reduz a entrada e a parcela de forma significativa.
  3. Simule a sua capacidade. Use a ferramenta quanto posso comprar para descobrir a faixa de preço compatível com a sua renda e o FGTS disponível.
  4. Faça a análise de crédito (pré-aprovação). Com a pré-aprovação em mãos, você negocia com segurança e sabe exatamente o quanto o banco financia e o quanto falta de entrada.
  5. Negocie o preço do imóvel. Cada real a menos no preço reduz a entrada em reais. Na compra direta com o proprietário, esse espaço de negociação costuma ser maior.
  6. Some os custos de fechamento. Reserve o valor de ITBI, registro e cartório, que não entram no financiamento e precisam ser pagos à vista.

Com esses passos, você chega à assinatura sabendo o valor exato da entrada, sem surpresas — e com a maior chance possível de aprovação mesmo com pouco dinheiro guardado.

FGTS como entrada: as regras que você precisa cumprir

O FGTS é uma das formas mais eficazes de reduzir (ou quase zerar) a entrada, mas o uso para moradia tem regras. Em linhas gerais, para usar o fundo na compra você precisa ter, ao menos, três anos de trabalho sob o regime do FGTS (somados, mesmo em empregos diferentes), não ser proprietário de outro imóvel residencial na mesma cidade onde trabalha ou mora, e não ter financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Além disso, o imóvel precisa ser residencial, urbano e estar dentro do teto de valor definido para o uso do FGTS, além de ser avaliado e registrado regularmente. O saldo pode ser usado para compor a entrada, para amortizar ou quitar o saldo devedor e, em alguns casos, para abater parte das parcelas.

As condições exatas mudam ao longo do tempo e por programa, então confirme sempre a regra vigente no banco e na Caixa. Para o detalhamento completo, veja o guia sobre FGTS para comprar imóvel.

Resposta rápida

Para usar o FGTS como entrada, em regra você precisa de 3 anos somados sob o FGTS, não ter outro imóvel residencial na mesma cidade, não ter financiamento ativo no SFH e comprar um imóvel residencial urbano dentro do teto de valor.

Entrada de 10%, 20% ou 30%: qual o impacto

Quanto maior a entrada, menor o valor financiado, a parcela e o total de juros. A tabela ilustra a lógica para um imóvel de R$ 300.000 (valores arredondados, apenas para comparação).

Impacto do percentual de entrada em um imóvel de R$ 300.000.
Entrada Valor da entrada Valor financiado Efeito na parcela
10% R$ 30.000 R$ 270.000 Parcela e juros mais altos
20% R$ 60.000 R$ 240.000 Equilíbrio comum de mercado
30% R$ 90.000 R$ 210.000 Menor parcela e menos juros

Valores ilustrativos e arredondados. A parcela real depende da taxa, do prazo, dos seguros e do sistema de amortização. Simule o seu caso antes de decidir.

Riscos de financiar sem (ou com pouca) entrada

1

Parcela mais alta

Quanto menor a entrada, maior o valor financiado — e maior a parcela mensal. Isso aperta o orçamento e aumenta o risco de inadimplência.

2

Muito mais juros no total

Financiar quase tudo significa pagar juros sobre um valor maior por décadas. O custo total do imóvel pode ficar bem acima do preço de compra.

3

Maior chance de reprovação

A entrada baixa pesa negativamente na análise de crédito. Sem reserva, o banco enxerga mais risco e pode negar ou reduzir o valor liberado.

4

Ficar "no limite" desde o início

Comprar sem folga financeira deixa você exposto a imprevistos (desemprego, saúde, reformas). Uma entrada maior cria margem de segurança.

5

Comprometer o CET

Além dos juros, incidem seguros e taxas. Financiar mais amplia o Custo Efetivo Total do crédito, não só a parcela nominal.

Como aumentar a chance de aprovação

Se a entrada será pequena, capriche nos demais pontos da análise. Mantenha o nome limpo e sem restrições, comprove renda estável e formal, e evite comprometer mais de 30% da renda com a parcela. Ter conta e relacionamento com o banco, apresentar todos os documentos organizados e escolher um prazo compatível também ajudam.

Se o seu nome está negativado, veja antes o guia sobre como comprar imóvel com nome sujo. E para dimensionar o que cabe no seu bolso, use a ferramenta de quanto de imóvel você pode comprar.

Resposta rápida

Para aprovar com pouca entrada: nome limpo, renda formal comprovada, parcela dentro de 30% da renda, documentação organizada e prazo compatível. Uma entrada maior melhora a análise e reduz os juros.

Quanto de renda é preciso

Como regra geral, a parcela do financiamento não deve ultrapassar cerca de 30% da renda familiar bruta. Isso significa que, quanto menor a entrada (parcela maior), mais renda o banco vai exigir para liberar o crédito. Um exemplo prático: se a parcela estimada é de R$ 3.000, a renda familiar comprovada precisaria girar em torno de R$ 10.000.

Por isso, entrada e renda andam juntas: aumentar a entrada reduz a parcela e, com ela, a renda mínima exigida. Simule diferentes cenários antes de decidir — a ferramenta quanto posso financiar com minha renda ajuda a encontrar esse equilíbrio.

Entrada, preço e a compra direta com o proprietário

Uma forma pouco lembrada de "precisar de menos entrada" é pagar menos pelo imóvel. Quanto menor o preço negociado, menor a entrada em reais e menor o valor financiado. Na compra direta com o proprietário, o preço é negociado entre as partes, o que pode abrir espaço para condições melhores.

Depois de definir preço e entrada, escolha o sistema de amortização que mais economiza — compare em SAC ou Price — e planeje tudo com as calculadoras imobiliárias.

Erros comuns

1

Achar que existe "entrada zero" fácil

Promessas de financiamento 100% sem condições costumam ser propaganda enganosa. Desconfie e confirme sempre com o banco oficial.

2

Esquecer ITBI, registro e taxas

Esses custos não entram no financiamento. Sem planejá-los, você descobre tarde que precisa de mais dinheiro à vista.

3

Financiar o máximo possível

Reduzir a entrada ao mínimo maximiza os juros. Avalie se dá para juntar um pouco mais antes de comprar.

4

Ignorar o FGTS

Muita gente tem saldo de FGTS e não usa como entrada. Verifique se você cumpre as regras — pode mudar o jogo.

5

Não simular a parcela

Sem simular, é fácil comprometer mais de 30% da renda e ser reprovado. Simule antes de procurar imóvel.

Conclusão

Financiar imóvel totalmente sem entrada é raro, mas reduzir a entrada é perfeitamente viável: FGTS, programas habitacionais, imóveis da Caixa e entrada parcelada na planta são os caminhos mais eficazes. Ainda assim, sempre que possível, juntar uma entrada maior compensa — a parcela cai, os juros despencam e a aprovação fica mais fácil. Simule os cenários, planeje os custos de fechamento e negocie bem o preço: é a combinação que torna a compra sustentável.

Fontes e referências

Conteúdo informativo e objetivo, elaborado a partir de fontes públicas oficiais. Percentuais, subsídios e condições de crédito são apresentados segundo condições públicas de mercado no momento da publicação e variam por banco, programa e perfil. Revisado: julho de 2026.

Perguntas frequentes

Na maioria dos bancos não existe financiamento de 100%. Eles financiam de 70% a 90% e exigem entrada de 10% a 30%. É possível reduzir a entrada usando FGTS ou parcelando com a construtora.
Costuma variar de 10% a 30% do valor, conforme o banco, a linha de crédito e o perfil. Programas habitacionais e o uso do FGTS podem reduzir bastante esse percentual.
A Caixa não financia 100% em regra, mas o FGTS pode compor a entrada e programas como o Minha Casa Minha Vida reduzem o valor necessário. Imóveis retomados às vezes têm condições especiais.
Sim, se você cumpre as regras (tempo de trabalho sob FGTS, imóvel dentro do teto, não ter outro imóvel na mesma cidade, entre outras). O FGTS pode cobrir grande parte ou toda a entrada.
Sim. O programa oferece subsídio e juros reduzidos para famílias dentro das faixas de renda, o que diminui a entrada necessária e a parcela mensal.
Parcela mais alta, muito mais juros no total, maior chance de reprovação e menos folga financeira para imprevistos. Financiar perto de 100% encarece bastante o imóvel.
Como a parcela não deve passar de cerca de 30% da renda familiar bruta, quanto menor a entrada (parcela maior), mais renda o banco exige. Simule para saber o valor.
Na prática, você não precisa do valor à vista hoje: paga a entrada diluída durante a obra e financia o restante com o banco na entrega. A entrada continua existindo.
Raramente. Quando existe, aumenta muito a parcela e os juros totais. Sempre que possível, juntar uma entrada reduz o custo e facilita a aprovação.
Em regra, não. ITBI (cerca de 2% a 3%), registro e taxas de cartório são pagos à parte, no fechamento. Planeje esses custos além da entrada.

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