Imóveis à venda direto com proprietário no Brasil — ApartamentoLivre

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Publicado em: 01 de março de 2026

Entrada para Comprar Imóvel: Quanto Você Precisa?

Guia completo sobre o valor de entrada para financiamento imobiliário no Brasil — regras dos bancos, FGTS, mitos e estratégias para juntar a entrada.

Pontos-chave

  • A maioria dos bancos financia entre 70% e 80% do valor do imóvel, exigindo entrada a partir de 20% — percentual que pode variar conforme o banco e o tipo de imóvel.
  • O FGTS pode ser usado integralmente para compor a entrada, desde que o comprador atenda aos requisitos de elegibilidade.
  • Na negociação direta com o proprietário, o valor reflete a expectativa real do vendedor — a diferença pode complementar a entrada, sem alterar o mínimo exigido pelo banco.
  • A Tabela PRICE tem parcelas fixas, mas o SAC resulta em menor custo total.

Resposta rápida

A entrada mínima para financiar um imóvel no Brasil é geralmente 20% do valor. O FGTS pode ser usado integralmente para compor a entrada. Exemplo real: para um imóvel de R$ 400.000, a entrada mínima é de R$ 80.000.

Quanto é a entrada para comprar imóvel?

No Brasil, a entrada para comprar um imóvel financiado corresponde, em geral, a 20% do valor do imóvel. Ao adquirir imóvel direto com o proprietário, o preço tende a ser mais competitivo, o que pode facilitar a composição da entrada.

A entrada é a parcela que o comprador paga diretamente ao vendedor (ou ao banco, que repassa), e o restante do valor é financiado pela instituição financeira. Quanto maior a entrada, menor o saldo devedor e, consequentemente, menores as parcelas e o total de juros pagos ao longo do contrato.

Se você está planejando comprar imóvel sem corretor, o valor do imóvel tende a refletir diretamente a expectativa do vendedor — já que não há custos de intermediação embutidos — e os honorários jurídicos são conforme a transação, potencialmente inferiores ao modelo tradicional, aumentando sua capacidade de negociação.

Regras dos bancos para entrada

Cada banco tem regras específicas sobre o percentual mínimo de entrada:

BancoFinancia atéEntrada mínimaObservações
Caixa Econômica Federal80%20%Até 90% em programas específicos para imóveis novos
Itaú82%18%Condições variam conforme relacionamento com o banco
Bradesco80%20%Clientes de longa data podem ter condições diferenciadas
Santander80%20%Simulação online com pré-aprovação rápida

Importante: o banco utiliza o menor valor entre o preço de compra e o valor de avaliação do imóvel como base para o financiamento. Se o banco avaliar o imóvel em R$ 380.000, mas o preço de compra for R$ 400.000, o financiamento será calculado sobre R$ 380.000.

Como usar o FGTS na entrada

O FGTS é uma das principais fontes de recursos para a entrada do imóvel. Para utilizar o FGTS, o comprador deve atender a todos os seguintes requisitos:

  • Ter pelo menos 3 anos de trabalho com carteira assinada (não precisa ser consecutivo)
  • Não possuir outro financiamento ativo pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
  • Não ser proprietário de imóvel residencial na mesma cidade ou região metropolitana
  • O imóvel deve ser residencial e urbano
  • O imóvel deve estar dentro dos limites vigentes do SFH

O saldo do FGTS pode ser usado integralmente na composição da entrada. Se o seu FGTS é de R$ 50.000 e a entrada exigida é de R$ 80.000, você precisa complementar apenas R$ 30.000 com recursos próprios. Veja o guia completo sobre como usar o FGTS como entrada.

Comprar imóvel sem entrada: é possível?

A ideia de comprar imóvel sem entrada é, na maioria dos casos, um mito. Os bancos exigem entrada mínima como forma de reduzir o risco de inadimplência. No entanto, existem algumas situações em que a entrada pode ser muito reduzida ou praticamente zerada:

  • 1.Programas sociais: No Minha Casa Minha Vida, famílias enquadradas nas faixas iniciais do programa podem receber subsídios que cobrem quase toda a entrada.
  • 2.Consórcio contemplado: Ao ser contemplado em um consórcio imobiliário, a carta de crédito cobre o valor integral do imóvel.
  • 3.Negociação com o vendedor: Em compras diretas do proprietário, é possível negociar que parte do valor seja paga em parcelas antes da escritura (sinal + parcelas complementares), reduzindo a necessidade de entrada bancária.

Cuidado com ofertas de "imóvel sem entrada" em publicidade. Geralmente, o que acontece é que os custos adicionais (ITBI, escritura, registro) são embutidos no preço, ou o comprador assume um financiamento mais caro.

Estratégias para juntar a entrada

Juntar o valor da entrada exige planejamento financeiro disciplinado. Algumas estratégias eficazes:

  • 1.Defina um valor-alvo e prazo: calcule quanto precisa economizar por mês para atingir 20% do valor do imóvel desejado.
  • 2.Invista em renda fixa: CDB, Tesouro Direto e LCI/LCA oferecem segurança e rendimento superior à poupança.
  • 3.Use o FGTS estrategicamente: verifique seu saldo periodicamente e inclua-o no planejamento da entrada.
  • 4.Otimize os custos: ao comprar direto com proprietário pelo ApartamentoLivre, não há comissão de intermediação sobre o valor do imóvel. Os honorários jurídicos do escritório parceiro são conhecidos antecipadamente.
  • 5.Considere imóveis com valor menor: um imóvel mais acessível reduz proporcionalmente o valor da entrada necessária.

Quanto tempo leva para juntar a entrada?

O tempo para juntar a entrada depende do valor do imóvel e da sua capacidade de poupança mensal. Veja uma estimativa considerando 20% de entrada:

Valor do ImóvelEntrada (20%)Economia de R$ 1.000/mêsEconomia de R$ 2.000/mêsEconomia de R$ 3.000/mês
R$ 250.000R$ 50.000≈ 4 anos e 2 meses≈ 2 anos e 1 mês≈ 1 ano e 5 meses
R$ 400.000R$ 80.000≈ 6 anos e 8 meses≈ 3 anos e 4 meses≈ 2 anos e 3 meses
R$ 600.000R$ 120.000≈ 10 anos≈ 5 anos≈ 3 anos e 4 meses

Esses prazos podem ser significativamente reduzidos se você incluir o saldo do FGTS e a economia nos honorários jurídicos ao comprar direto com o proprietário pelo ApartamentoLivre (1,85% em vez de 2% a 4%).

Custos além da entrada

Além da entrada, o comprador precisa provisionar recursos para os custos de transferência. O ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) varia de 2% a 3% do valor venal do imóvel, e os emolumentos de escritura e registro seguem tabela cartorária estadual.

Para entender todos os custos envolvidos na transação, consulte nosso guia sobre o financiamento imobiliário. Descubra também quanto de imóvel posso comprar com sua renda.

Perguntas Frequentes sobre Entrada de Imóvel

Geralmente entre 10% e 30% do valor do imóvel, dependendo do banco, tipo de imóvel e programa de financiamento. No Minha Casa Minha Vida, a entrada pode ser reduzida para até 10% do valor, dependendo da faixa de renda.
Sim. O FGTS pode ser usado integralmente na composição da entrada, desde que o comprador atenda aos requisitos: 3 anos de carteira assinada, sem outro financiamento SFH ativo, não ser proprietário de imóvel residencial no mesmo município, e o imóvel seja residencial urbano dentro do limite do SFH.
Na prática, é muito difícil. Os bancos exigem entrada mínima de 10% a 20%. Exceções existem em programas sociais com subsídios ou em consórcios contemplados. Ofertas de "sem entrada" geralmente embutem custos no preço final.
Quanto maior a entrada, menor o saldo financiado. Isso resulta em parcelas menores, menos juros pagos ao longo do contrato e, frequentemente, melhores condições de taxa junto ao banco.
Sim, indiretamente. No modelo tradicional, o preço do imóvel pode embutir custos de intermediação. Ao comprar direto com o proprietário pelo ApartamentoLivre, o valor negociado reflete a expectativa real do vendedor — e a otimização de custos pode ser direcionada para aumentar a entrada.
Sim, é possível. A carta de crédito de um consórcio contemplado pode ser usada como entrada de um financiamento imobiliário, complementando o valor necessário. Algumas instituições permitem combinar consórcio + FGTS + recursos próprios para compor a entrada. Verifique as regras específicas do banco e da administradora do consórcio.

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