Menu
Imóveis à venda direto com proprietário no Brasil — ApartamentoLivre

Conecte-se diretamente com compradores, negocie nos seus termos e mantenha o controle. Suporte jurídico opcional quando você precisar.

 

1 compradores interessados hoje

Sem cartão de crédito. Publique seu anúncio em 2 minutos.

Como Comprar Imóvel Sem Corretor no Brasil (Guia Completo 2026)

Comprar imóvel direto com proprietário é totalmente legal no Brasil. Neste guia completo, veja o passo a passo com 10 etapas, custos detalhados, erros comuns e checklist de documentos — tudo com suporte à formalização contratual.

📌 Este guia foca no passo a passo prático para comprar na negociação direta. Para entender as vantagens e o processo de decisão, veja Comprar Imóvel Direto com o Proprietário.

Comprar imóvel sem corretor é permitido por lei e exige que o próprio comprador conduza a negociação direta com o proprietário e a checagem documental. No ApartamentoLivre, o comprador encontra anunciantes verificados por CPF, conversa por chat seguro, valida matrícula e certidões e formaliza o acordo em contrato de compra e venda. A parte documental — due diligence, escritura, ITBI e registro — pode ser conduzida pelo escritório jurídico parceiro independente, com honorários opcionais a partir de 1,85% do valor.

Documentos que o comprador deve conferir antes do contrato

Matrícula atualizada (até 30 dias) com cadeia dominial limpa; certidão negativa de débitos do imóvel; certidão negativa de IPTU; declaração de quitação do condomínio; certidões pessoais do vendedor (federal, estadual, municipal e trabalhista); RG, CPF e comprovante de endereço do vendedor; certidão de casamento e pacto antenupcial quando aplicável. Este conjunto reduz drasticamente o risco de fraude na compra direta.

Revisado por advogados com grande conhecimento na áreaPublicado em: 01 de fevereiro de 2026Atualizado em: 26 de julho de 2026

Pontos-chave

  • Comprar imóvel sem corretor é permitido por lei — o Código Civil (Art. 725-729) estabelece que a intermediação é facultativa.
  • O processo completo tem 10 etapas, do pesquisa inicial ao registro definitivo no cartório.
  • A segurança jurídica depende da análise documental, do contrato e do registro — conduzidos por advogados especializados.
  • Os custos incluem ITBI (2-3%), escritura, registro e honorários jurídicos — todos detalhados neste guia.
  • O prazo médio é de 30 a 90 dias, dependendo da documentação e financiamento.

Quanto custa comprar um imóvel direto com o proprietário?

Comprar direto com proprietário dá ao comprador mais espaço para negociar o preço e acesso a todos os custos da transação de forma transparente. Os valores abaixo são estimativas educativas para três faixas comuns no Brasil.

Valor do imóvel ITBI (2–3%) Escritura + registro (≈ 1–1,5%) Suporte jurídico opcional (a partir de 1,85%) Total estimado
R$ 300.000 R$ 7.500 R$ 3.750 R$ 5.550 R$ 16.800
R$ 600.000 R$ 15.000 R$ 7.500 R$ 11.100 R$ 33.600
R$ 1.000.000 R$ 25.000 R$ 12.500 R$ 18.500 R$ 56.000

Em uma compra de R$ 600.000, o comprador pode prever, por exemplo, ITBI próximo de R$ 15.000, escritura e registro em torno de R$ 7.500 e suporte jurídico opcional a partir de R$ 11.100. O total é informado de forma transparente antes da assinatura — sem comissão cobrada pelo marketplace.

Valores estimados. ITBI varia por município; honorários jurídicos dependem do escopo contratado.

Como comprar imóvel sem corretor?

Para comprar imóvel direto com o proprietário com segurança, siga 10 passos: pesquise o imóvel, consulte um advogado, verifique a documentação, avalie o valor de mercado, negocie diretamente, assine o contrato, obtenha financiamento (se necessário), pague o ITBI, faça a vistoria final e registre a escritura no cartório. Todo o processo jurídico é acompanhado por advogados especializados.

É seguro comprar imóvel sem corretor?

Sim. No Brasil, o Código Civil (Art. 725 a 729) estabelece que a intermediação imobiliária é um serviço facultativo. A segurança de qualquer transação imobiliária não depende da presença de um corretor, mas sim de três pilares: análise documental rigorosa, contrato bem elaborado e registro em cartório.

Além do Código Civil, a Lei nº 6.530/1978 regulamenta a profissão de corretor de imóveis e define quando a intermediação profissional remunerada exige registro no CRECI. Na compra direta entre particulares, a contratação de um corretor é facultativa — o serviço de intermediação é opcional. O Art. 3º da referida lei exige registro no CRECI apenas quando alguém atua profissionalmente como intermediário cobrando comissão.

✅ Permitido

Compra direta entre proprietário e comprador, com ou sem advogado de apoio.

⚠️ Requer registro no CRECI

Intermediação remunerada por terceiro que não é o proprietário, conforme Art. 3º da Lei 6.530/1978.

Riscos reais que a assessoria jurídica previne:

  • Vendedor não é o proprietário — Golpistas podem se passar pelo proprietário usando documentos falsificados. A verificação da matrícula atualizada no RGI previne esse risco.
  • Imóvel com penhoras ocultas — Ações judiciais contra o vendedor podem resultar em penhora do imóvel mesmo após a venda. As certidões negativas identificam essas pendências.
  • Documentos falsificados — Matrículas, procurações e escrituras podem ser forjadas. Um advogado especializado verifica a autenticidade junto aos cartórios emissores.

Para uma análise aprofundada de riscos, veja nosso guia sobre fraudes imobiliárias e segurança jurídica na compra de imóveis.

Passo 1: Pesquise o imóvel e a região

O primeiro passo é conhecer bem o imóvel e a região antes de qualquer negociação.

Pesquise o bairro, a infraestrutura da região, o valor do metro quadrado e as perspectivas de valorização. Visite o imóvel em horários diferentes para avaliar barulho, trânsito e segurança. Compare com imóveis similares na mesma região para ter uma referência de preço justo.

Em plataformas de venda direta, você pode pesquisar imóveis por cidade e bairro. Veja imóveis em São Paulo e Rio de Janeiro.

Passo 2: Consulte um advogado imobiliário

Antes de fazer qualquer oferta, contrate um advogado especializado em direito imobiliário.

O advogado é o profissional que garante a segurança da transação. Ele analisa a matrícula do imóvel, verifica certidões negativas do vendedor, identifica riscos ocultos (penhoras, hipotecas, ações judiciais) e orienta sobre as cláusulas contratuais necessárias. Contratar o advogado no início do processo — e não apenas na hora do contrato — evita que o comprador perca tempo e dinheiro com imóveis que apresentam problemas documentais.

Conheça os advogados parceiros que acompanham cada etapa do processo.

Passo 3: Verifique a documentação do imóvel e do vendedor

A verificação documental é a etapa mais crítica de toda a compra.

Antes de fazer qualquer oferta, é essencial verificar a documentação completa do imóvel e do vendedor. Isso inclui a certidão da matrícula atualizada (máx. 30 dias), certidões negativas do vendedor (cíveis, fiscais, trabalhistas e de protesto), comprovante de quitação de IPTU e, para apartamentos, declaração condominial. Para uma análise completa, veja nosso guia de due diligence imobiliária.

Muitas fraudes imobiliárias acontecem porque o comprador não verificou se o vendedor era de fato o proprietário registrado na matrícula. Um advogado especializado identifica essas situações antes que se tornem um problema.

Passo 4: Avalie o valor de mercado do imóvel

Antes de negociar, tenha uma referência objetiva do valor de mercado do imóvel.

Compare o preço pedido com imóveis similares na mesma região usando referências públicas como o Índice FipeZap. Considere fatores como idade do imóvel, andar, posição solar, vagas de garagem e estado de conservação. Para imóveis de alto valor ou com características atípicas, um laudo de avaliação (PTAM — Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica) feito por um engenheiro ou corretor avaliador pode ser um investimento que se paga na negociação.

Veja também: como precificar um imóvel corretamente.

Fatores que determinam o valor de um imóvel

Fator Peso na avaliação Como verificar gratuitamente
Localização e infraestrutura Alta Mapa de zoneamento municipal (site da prefeitura)
Tamanho e área útil Alta Certidão de inteiro teor da matrícula (RGI)
Estado de conservação Média Laudo de vistoria técnica
Comparativo de mercado Alta Pesquise 5 imóveis similares no mesmo bairro em portais públicos (OLX, ZAP, VivaReal) e no ApartamentoLivre
Tendência de valorização da região Média Histórico de IPTU e planos diretores municipais

Sem intermediação obrigatória, use a metodologia ABNT NBR 14.653 como referência para uma negociação direta com fundamento técnico: compare ao menos 5 imóveis similares em um raio de 1 km, ajustando por área, andar, vaga de garagem e estado de conservação.

Quando o valor estiver em disputa, um laudo de avaliação emitido por engenheiro ou arquiteto registrado no CREA/CAU é a referência mais confiável para fundamentar a negociação.

Passo 5: Negocie diretamente com o proprietário

A negociação direta traz vantagens para ambas as partes.

O comprador tem contato direto com quem conhece o imóvel e pode obter informações detalhadas sobre o condomínio, vizinhança e manutenções realizadas. Ao negociar diretamente, mantenha registros por escrito de todas as conversas e propostas. Quando ambas as partes concordam com o preço, o acordo é formalizado e o processo jurídico é iniciado.

Dicas avançadas de negociação: como negociar o preço de um imóvel.

Passo 6: Assine o contrato de compra e venda

O contrato formaliza todas as condições da negociação e protege ambas as partes.

O contrato de compra e venda deve conter: preço, forma de pagamento, prazos, penalidades e condições de rescisão. Um bom contrato inclui cláusulas como arras confirmatórias, condição suspensiva vinculada à documentação e multa por descumprimento.

Para a formalização, você pode usar um dos advogados parceiros do ApartamentoLivre.

Passo 7: Obtenha aprovação de financiamento (se aplicável)

Se a compra envolve financiamento bancário, esta etapa deve ser iniciada em paralelo ao contrato.

O processo inclui: análise de crédito pelo banco, avaliação do imóvel por engenheiro credenciado, verificação de elegibilidade para uso do FGTS (3 anos de contribuição, não possuir outro imóvel na cidade, imóvel regularizado) e emissão da carta de crédito. O prazo médio de aprovação é de 30 a 45 dias.

Quando o imóvel é negociado sem intermediário, comprador e vendedor precisam alinhar cada etapa do banco entre si. Veja o passo a passo completo de como comprar um imóvel financiado direto com o proprietário, da simulação ao registro.

Saiba mais: como funciona o financiamento imobiliário e como usar o FGTS na compra.

Passo 8: Pague o ITBI e lavre a escritura

Após o contrato assinado, o próximo passo é providenciar o ITBI e a escritura pública.

O comprador deve pagar o ITBI na prefeitura e agendar a lavratura da escritura pública em um Cartório de Notas. A escritura formaliza a transferência perante o tabelião, mas por si só não transfere a propriedade — é necessário o registro no RGI.

Passo 9: Faça a vistoria final do imóvel

Antes do fechamento definitivo, inspecione o imóvel para confirmar que está nas condições acordadas.

Verifique: instalações elétricas e hidráulicas funcionando, ausência de infiltrações ou danos estruturais, acabamentos conforme o combinado, funcionamento de portas, janelas e fechaduras, e eventuais pertences que devem (ou não) permanecer no imóvel. Documente tudo com fotos e registre por escrito qualquer divergência. Se necessário, inclua uma cláusula de prazo para reparos no contrato.

Passo 10: Registre a escritura no Cartório de Registro de Imóveis

O registro é o ato que efetivamente transfere a propriedade — sem ele, a compra não tem efeito legal perante terceiros.

Conforme o Art. 1.245 do Código Civil, a propriedade do imóvel só se transfere com o registro no Cartório de Registro de Imóveis competente. Sem o registro, o comprador corre risco de perder o imóvel em caso de penhora judicial ou venda duplicada pelo vendedor. O advogado acompanha esta etapa para garantir que o registro seja concluído sem pendências.

Saiba mais sobre o registro de imóvel no cartório e o Guia Jurídico Imobiliário.

Custos detalhados na compra direta

Os custos de uma compra direta são os mesmos de qualquer transação imobiliária regular — a diferença está na ausência do custo de intermediação.

  • 1.ITBI (Imposto de Transmissão) — Entre 2% e 3% do valor venal do imóvel, definido pela prefeitura. Varia por município. Como calcular o ITBI →
  • 2.Escritura pública (Cartório de Notas) — Os emolumentos seguem a tabela estadual e variam conforme o valor do imóvel. Em São Paulo, por exemplo, a tabela é definida pelo Tribunal de Justiça.
  • 3.Registro (Cartório de Registro de Imóveis) — Os custos de registro também seguem tabela estadual. É a etapa que efetiva a transferência de propriedade.
  • 4.Assessoria jurídica — Honorários conforme a complexidade da transação. Inclui análise documental, elaboração de contrato e acompanhamento cartorário.

* Os valores exatos variam por município, cartório e valor do imóvel. Consulte as tabelas de emolumentos do seu estado.

Veja também: custos ocultos na compra de imóvel.

Calcule o custo total incluindo os custos ocultos que vão além do preço de venda.

Como comprar apartamento sem entrada direto com o proprietário

Comprar sem entrada é possível em três cenários principais: financiamento de 100% via Caixa, uso integral do FGTS como entrada e financiamento direto com o proprietário.

  • Financiamento de até 100% na Caixa (SBPE): a Caixa aceita financiar até 80% do valor pelo SBPE e até 90% pelo Sistema Financeiro de Habitação; combinando FGTS e crédito complementar, o comprador pode chegar a 100%. Veja o passo a passo do financiamento pela Caixa.
  • FGTS como entrada: trabalhadores com 3 anos de contribuição podem sacar o saldo para compor a entrada e reduzir o valor financiado. Confira o guia sobre FGTS na compra.
  • Financiamento direto com o proprietário: alguns proprietários aceitam parcelar o valor via alienação fiduciária, com entrada reduzida ou zero. Entenda os riscos e cláusulas obrigatórias em financiamento direto com proprietário.

Na negociação direta, o comprador pode conversar diretamente com o proprietário sobre a forma de pagamento — sem intermediação obrigatória de corretor. Isso amplia as chances de negociar prazo de entrada, parcelamento e uso combinado de FGTS + financiamento.

Como comprar imóvel financiado direto com o proprietário

É possível financiar um imóvel comprado direto do proprietário — o banco financia o comprador, não o corretor. O processo tem 5 etapas específicas.

  1. Análise de crédito no banco: solicite carta de crédito aprovada antes de fechar a negociação. A carta tem validade média de 90 dias.
  2. Envio da documentação do imóvel ao banco: matrícula atualizada, certidões negativas e IPTU. O banco realiza a análise jurídica antes de liberar o financiamento.
  3. Avaliação (laudo do banco): o banco envia engenheiro credenciado para vistoriar e avaliar o valor de mercado — este valor limita o montante financiado.
  4. Assinatura do contrato de financiamento: o contrato é lavrado no próprio banco (força de escritura pública) e substitui a escritura em Cartório de Notas.
  5. Registro no Cartório de Registro de Imóveis: o contrato do banco é registrado no RGI para efetivar a transferência com a garantia de alienação fiduciária.

Todo o processo pode ser conduzido sem corretor — o advogado parceiro revisa o contrato e acompanha o registro. Veja também: simulador de financiamento imobiliário.

É possível comprar imóvel com nome sujo ou restrição no CPF?

Sim, é possível — mas com restrições no financiamento bancário. As três alternativas mais comuns são compra à vista, compra em nome de terceiro (com procuração) e financiamento direto com o proprietário.

  • Compra à vista: não há consulta ao SPC/Serasa no ato da escritura. A única exigência é regularidade fiscal (CPF ativo e Receita Federal em dia).
  • Compra em nome de cônjuge ou familiar: se apenas um dos cônjuges tem restrição, o outro pode financiar sozinho. Envolve análise no regime de bens do casamento.
  • Financiamento com o proprietário: alguns proprietários aceitam parcelar sem consulta ao Serasa, usando alienação fiduciária como garantia. É a alternativa mais viável para quem está negativado.

Independente do caminho, o suporte jurídico é essencial: em compras com restrição, cláusulas mal redigidas podem gerar problemas de registro. Consulte um advogado antes de assinar qualquer proposta.

Erros comuns ao comprar na negociação direta

Evitar estes 6 erros pode ser a diferença entre uma compra segura e um problema jurídico:

  1. 1Não verificar a matrícula atualizada — Matrículas com mais de 30 dias podem não refletir penhoras ou hipotecas recentes.
  2. 2Ignorar certidões negativas do vendedor — Ações judiciais contra o vendedor podem resultar em penhora do imóvel mesmo após a venda.
  3. 3Assinar contrato sem cláusulas de proteção — Arras, condições suspensivas e multas por descumprimento são essenciais.
  4. 4Não verificar dívidas de IPTU e condomínio — Dívidas de IPTU acompanham o imóvel (e não o proprietário anterior). Dívidas de condomínio também.
  5. 5Confundir escritura com registro — A escritura formaliza o acordo, mas a propriedade só se transfere com o registro no RGI.
  6. 6Não fazer vistoria final antes do fechamento — Problemas estruturais, infiltrações ou danos não identificados antes da compra podem gerar custos inesperados.

Para a lista completa, veja nosso guia de erros ao comprar imóvel.

O que verificar no Cartório de Registro de Imóveis

A matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis é o documento mais importante da transação. Antes de fechar qualquer negócio, verifique:

  • 1.Matrícula atualizada — Solicite com no máximo 30 dias de emissão. Matrículas antigas podem não refletir penhoras ou hipotecas recentes.
  • 2.Proprietário registrado — Confirme que o vendedor é o proprietário registrado na matrícula ou legalmente autorizado a vender.
  • 3.Ônus e gravames — Verifique se existem hipotecas, penhoras judiciais, usufruto ou cláusulas de inalienabilidade.
  • 4.Área e confrontações — Compare a área registrada com a área real. Construções não averbadas podem exigir regularização.
  • 5.Averbações pendentes — Reformas, mudanças de nome e divórcios devem estar averbados. Pendências podem atrasar a transferência.

Documentação para comprar imóvel direto com o proprietário

A documentação é organizada em três blocos: imóvel, vendedor e comprador. Cada certidão tem origem e prazo de validade próprios.

📄 Documentos do Imóvel

Documento Onde obter Prazo de validade
Matrícula atualizada Cartório de Registro de Imóveis (RGI) Máx. 30 dias
Certidão de ônus reais Cartório de Registro de Imóveis (RGI) Máx. 30 dias
IPTU do exercício corrente Prefeitura municipal Exercício vigente
Habite-se Prefeitura municipal Não expira
Planta aprovada pela prefeitura Prefeitura / arquivo do proprietário Não expira

👤 Documentos do Vendedor

Documento Onde obter Prazo de validade
RG e CPF Documentos pessoais do vendedor Não expira (cópia recente)
Certidão de estado civil Cartório de Registro Civil Máx. 90 dias
Certidão negativa de débitos fiscais gov.br / Receita Federal 60 dias
Certidão negativa de protestos Cartório de protestos 30 dias
Certidão de ações cíveis e criminais Justiça Estadual e Federal (online) 30–60 dias

🏦 Documentos do Comprador

Documento Onde obter Prazo de validade
RG e CPF Documentos pessoais do comprador Não expira
Comprovante de renda (3 últimos holerites ou IRPF) Empregador / Receita Federal 90 dias
Comprovante de residência Concessionária (energia, água, telefone) 90 dias
Certidão de estado civil Cartório de Registro Civil 90 dias
Extrato do FGTS (se for utilizar) App ou site da Caixa 30 dias
Dica: solicite certidões emitidas há no máximo 30 dias para evitar documentos desatualizados na lavratura da escritura.

Veja também: documentos para comprar imóvel e due diligence imobiliária.

Veja imóveis disponíveis para compra direta

Comparativo: com corretor vs. sem corretor

Para quem avalia comprar imóvel sem corretor, comparar custos e benefícios ajuda na decisão.

Aspecto Com corretor Sem corretor (ApartamentoLivre)
Custo Parcela significativa do valor (corretor + advocacia) Honorários conforme a transação (assessoria jurídica)
Contato Intermediado Direto com proprietário
Análise jurídica Depende da imobiliária ou dos profissionais envolvidos Inclusa (advogados com grande conhecimento na área)
Contrato Varia por imobiliária Elaborado por advogado
Transparência Parcial Total (negociação registrada)

Guias essenciais para comprar imóvel sem corretor

Para uma compra segura na negociação direta, é fundamental entender cada etapa do processo:

Antes de negociar, entenda os custos do corretor imobiliário.

A segurança jurídica na compra de imóveis é garantida por advogados especializados.

Conheça os advogados parceiros que acompanham cada transação.

Entenda como funciona o financiamento imobiliário no Brasil.

Após a escritura, conclua com o registro de imóvel no cartório.

Perguntas Frequentes sobre Comprar sem Corretor

Sim, é possível comprar com segurança. A segurança depende da assessoria jurídica — verificação de certidões, análise da matrícula e elaboração de contratos. Conheça os advogados que acompanham cada transação e entenda como funciona a segurança jurídica na compra.
Sim, é completamente legal. O Código Civil brasileiro (Art. 725-729) estabelece que a intermediação por corretor é facultativa. Comprador e vendedor podem negociar diretamente, desde que o processo jurídico seja conduzido adequadamente.
O advogado analisa toda a documentação, elabora o contrato de compra e venda com cláusulas de proteção, orienta sobre o pagamento do ITBI e acompanha a escritura e o registro em cartório.
As certidões essenciais são: matrícula atualizada (menos de 30 dias), certidões negativas do vendedor (cíveis, fiscais, trabalhistas), comprovante de IPTU e declaração condominial. Veja a lista completa de documentos.
Plataformas digitais como o ApartamentoLivre são especializadas em conectar compradores e vendedores diretamente. Todos os anúncios são publicados pelo próprio proprietário, e o processo jurídico pode ser integrado à plataforma.
Os custos principais são ITBI (2-3% do valor), escritura pública, registro no RGI e honorários de assessoria jurídica. Os valores variam por município e cartório.
Não. A comissão de corretagem é um serviço facultativo no Brasil. O pagamento só é devido quando existe um contrato de corretagem assinado. A negociação direta entre as partes dispensa esse custo.
Os riscos existem quando não há suporte profissional. Os principais são: vendedor não ser o proprietário registrado, imóvel com penhoras ocultas e contratos inadequados. Todos são mitigados com due diligence imobiliária e assessoria jurídica.
Não é obrigatório, mas é altamente recomendado. O advogado identifica riscos, elabora o contrato e acompanha o processo cartorário. Conheça os advogados parceiros que atuam em cada transação.
Sim. O FGTS pode ser usado independente de ter corretor. Os requisitos são: 3 anos de contribuição, não possuir outro imóvel na cidade e imóvel regularizado. Veja o guia completo sobre FGTS na compra de imóvel.
Em média 30 a 90 dias, dependendo da documentação, financiamento e cartórios. Veja o guia sobre prazos na compra de imóvel.
Sem o registro no RGI, a transferência não tem efeito legal (Art. 1.245 do Código Civil). Veja como funciona o registro de imóvel no cartório.
Solicite a matrícula atualizada no RGI (mostra penhoras), certidão negativa de IPTU na prefeitura e declaração de quitação condominial.
Sim, em três cenários: financiamento de até 100% pela Caixa, uso integral do FGTS como entrada, ou financiamento direto com o proprietário via alienação fiduciária.
Sim, à vista ou via financiamento direto com o proprietário. A compra à vista não passa por consulta ao SPC/Serasa e o financiamento direto pode usar alienação fiduciária como garantia.
O sinal (arras) é praxe — normalmente 10% do preço. Sob o contrato de arras, arras confirmatórias comprovam o negócio; penitenciais permitem arrependimento. Nunca pague sem matrícula atualizada, certidões conferidas e contrato assinado.
Fortemente recomendado. Chegar com carta de crédito aprovada dá poder de negociação e evita perder o imóvel. Veja como funciona o financiamento imobiliário e o passo a passo do financiamento pela Caixa.
Depende do que foi acordado. Sem cláusula de arrependimento, o distrato depende da vontade da outra parte ou de motivo justo (Art. 475 CC — inadimplemento). Se pagou sinal como arras penitenciais (Art. 420 CC), você pode desistir perdendo o sinal; se o vendedor desistir, devolve em dobro. Em imóvel na planta (construtora), o Art. 67-A da Lei 4.591/64 garante direito de arrependimento com retenção de até 25% do total pago (50% em patrimônio de afetação). Em compra direta entre particulares, esse direito não se aplica.
Publicado em: 01 de fevereiro de 2026Atualizado em: 26 de julho de 2026